Julio Llorente e os primórdios do cinema em São Paulo

Um pouco da vida de um jovem bilheteiro de cinema que passou a dirigir, em São Paulo, uma das maiores redes de cinemas da história da exibição cinematográfica brasileira: a Companhia Cinematográfica Serrador.

Clique em cada cinema para saber um pouco de sua história.

Julio Llorente e seu filho Florentino (seu "braço direito")


Segue, abaixo, parte de um belíssimo texto publicado no periódico Cine-Repórter, de 09/12/1959:

Fé intrépida, amor à luta, capacidade de trabalho, determinação, espírito criador - com estas armas conquistou todos os postos de uma carreira brilhante, projetou-se e tornou grande uma organização que São Paulo e o Brasil respeitam e admiram: a Companhia Cinematográfica Serrador.

Lá por 1908, São Paulo era a "terra da garoa", vivendo feliz com seus carros e tílburis. Nessa época contava com quatro teatros - o Politheama, o Eldorado (na então boêmia e estreita Rua São João, próximo à Líbero Badaró), o Moulin Rouge, no Largo do Paissandu (este com espetáculos de variedades) e o Sant'anna, ao fundo da Rua Boa Vista.

São Paulo foi então surpreendida com a estreia do cinema, e a casa escolhida para isso foi justamente o Sant'Anna, o teatro de elite paulistana, que só era ocupado por grandes companhias de óperas, operetas, dramas, comédias e revistas, na sua maior parte estrangeiras. Pois nessa famosa casa, onde Tina de Lorenzo, José Ricardo, Eduardo Brazão, Ermete Zacconi, Gustavo Salvini e outros artistas de renome brilharam, é que foi apresentado o "Cinema Richebourg" (cinema itinerante) pelo Sr. Francisco Serrador, procedente de Curitiba, e isso, como grande novidade para a Paulicéia.

A programação dos espetáculos era constituída de filmes de uma ou duas partes - comédias de Max Linder e Tontolini, dramas de arrepiar, naturais e reportagens da guerra russo-japonesa. A apresentação do "Cinema Richebourg" foi naquela época um grande acontecimento no gênero de diversões. O Teatro Sant'Anna tornava-se pequeno para acolher o grande número de espectadores que todas as noites se dirigiam para lá. Terminou a temporada cinematográfica (porque o teatro tinha compromissos com empresas teatrais) e Francisco Serrador fez um giro pelo interior do Estado mostrando a nova maravilha às plateias deslumbradas.

Entusiasmado, entretanto, com o êxito que alcançara na capital paulista, Francisco Serrador arrenda o teatrinho Eldorado, uma espécie de satélite do Politheama, que nessa ocasião era ocupado por uma Companhia de Fantoches (Cornie Dell'acqua). Manda reformá-lo completamente e, após essa operação, inaugura-o com o nome de Bijou Theatre (espaço destinado exclusivamente para exibições cinematográficas, isto é, o primeiro cinema de São Paulo). O teatrinho ficou mesmo um "bijou", com plateia, frisas, camarotes (para assentos, cadeiras de palhinha importadas da Áustria), e nele foi iniciada nova temporada de cinema. Continuava também aumentando o número de apreciadores do novo gênero de diversões.

O Bijou Theatre, entretanto, foi se tornando pequeno para comportar o grande público que para ali acorria todas as noites. Aí, então, entusiasmado e confiante no seu empreendimento, Francisco Serrador constrói, ao lado do Bijou Theatre, um novo cinema, o Bijou Salão, confortável e acolhedor, onde também foi apresentado, com êxito, o primeiro filme falado (com Claudina Montenegro e Santiago Pepe, irmão do popular Roulien, cantando atrás da tela o "Cheri-biri-bi" e outras canções, cada uma um filme). Mais tarde, como complemento da parte cinematográfica, a Companhia de Comédias do ator Pinho, que se constituiu num grande êxito, melhor credenciou o Bijou Salão.



Francisco Serrador não queria dormir sobre os louros conquistados e, assim, a fim de expandir o cinema por toda parte, abre uma distribuidora de filmes num velho casarão residencial da Rua Brigadeiro Tobias. Nesses escritórios, trabalhando com lealdade e carinho ao lado do boníssimo Serrador, encontravam-se, como chefes, subchefes e auxiliares os Sres. Cap. Antonio Gadotti (tesoureiro), Gustavo Zieglitz (remessista), Oscar Cabral de Vasconcelos (guarda-livros), José W. Thompson (correspondente), Carlos Salgado (gerente), Botelho (cinegrafista) e muitos outros.

A equipe estava completa, isto é, parecia estar completa, porquanto estava faltando um, faltava um funcionário que um dia deveria surgir para se tornar mais tarde figura exponencial da organização. Essa figura surgiu, como se esperava, na pessoa do jovem espanhol Julio Victor Llorente. Assim, quando da inauguração do Bijou Theatre, o mocinho Julio Llorente, auxiliar de escritório, foi o encarregado da bilheteria desse cinema. O simpático "bilheterinho" despertava a atenção e os olhares das mocinhas.

Julio Llorente entrou para os escritórios de Serrador justamente no dia 9 de dezembro de 1909. Começou pelo primeiro degrau a sua carreira e cada degrau seguinte que galgava, mais se consolidava o seu valor, tornando-se assim o orgulho de seu velho mestre Francisco Serrador, que, com o tempo, não hesitou em entregar-lhe a inteira direção de seus negócios em São Paulo, que em linha reta prosperaram, formando, para a época, uma grande corrente de cinemas.

No começo de 1918, Francisco Serrador transferiu-se para o Rio de Janeiro, a fim de cuidar de seu grande sonho: a criação da Cinelândia, o que realizou, merecendo por isso o tributo de, em praça pública, frente à sua obra monumental, ter o seu busto em bronze. Desligou-se da sociedade e dos cinemas que fundara em São Paulo e Julio Llorente continuou como alto funcionário dessa organização.

Serrador, no Rio, era ainda importador de filmes e queria distribuí-los em São Paulo, por entidade própria. Para essa segunda e nova organização Serrador em São Paulo, surgida em fins de 1918, a Companhia Cinematográfica Serrador, desde logo se apresentava como a maior distribuidora na época (os norte-americanos, então, ainda engatinhavam na distribuição de seus filmes) e necessitava encontrar um diretor capaz. Houve, naturalmente, vários candidatos, porém Serrador escolheu Julio Llorente, a quem, durante alguns anos, na Rua Brigadeiro Tobias, havia tido como auxiliar direto e exemplar. Fundou-se, assim, em São Paulo, a distribuidora famosa - Programa Serrador - à Rua Santa Ifigênia, 94. Começou, então, particularmente, para Julio, uma autentica "via crucis" para lançar em São Paulo a ótima programação Serrador, um excelente filme de metragem por semana, além de "shorts" (curtas), seriados, etc.

Em 1918 já se havia formado um "truste" de exibidores na cidade. Queriam os filmes de graça, isto é, a um conto de réis para 25 cinemas! Pouco mais do preço do frete de Rio a São Paulo... Os amigos da véspera boicotavam quem os havia ensinado o ofício. Serrador no Rio, Julio em São Paulo, na própria fogueira, disseram: NÃO! Que ficassem os filmes nas prateleiras, mas não os dariam de presente! Lá foi o Julio procurar um único cinema que lançasse o Programa Serrador, para lutar contra os 25. E o encontrou: o Cinema Congresso, dos irmãos Caruggi, na Praça João Mendes. Umas pinturas, uns adornos, palhinha nova nas 500 cadeiras e o "cinema poeira" ficou bonitinho. Era exibidor exclusivo do Programa Serrador. Grande êxito social e financeiro, a um mil réis a entrada! A elite paulistana enchia o Cine Congresso. O filme da luta de box Dempsey x Carpentier lá ficou durante 14 dias! Passaram-se dois anos felizes.

O "truste" assustado, "cantou" os "Caruggis" e... de novo o Programa Serrador ficou na rua, Julio Llorente, entrementes, substituiu o Congresso pelo Phenix, na Rua Domingos de Morais, isto é, até que aparecesse outro melhor. E esse apareceu, em 1920, uma excelente casa nova, à Rua General Osório - o Cinema Central - de Dona Julia Christianini, casa que foi inaugurada brilhantemente com o filme "Morrer Sorrindo", da Select Pictures, com Norma Talmadge, a grande estrela da época. Mas o "truste" não queria deixar o Julio em paz e arrenda o Central por preço exagerado e oferece a ele mais uns tostões pelas fitas... Nada feito! Julio Llorente é um espanhol revolucionário, diziam: "só quer brigar".

Surge então um rapaz culto e inteligente, J. Quadros Júnior. Com o apoio do Programa Serrador prepararia um magnífico cinema no Centro. Dito e feito. Assim, em 1921, surge o grandioso cine República, na Praça da República. Com isto Julio Llorente, a porcentagem, faturava a um só cinema de seis a sete contos de réis por filme, isto é, cinco ou seis vezes a mais da proposta do consórcio para 25 cinemas! Passaram-se três anos. Novas tempestades! O República capitula e adere às Empresas Cinematográficas Reunidas, uma colcha de retalhos, uma torre de Babel, com uma dúzia de empresários e outros tantos diretores.

Estamos em 1925. E nessa ocasião Julio Llorente sugere (e Serrador concorda) que o Programa Serrador que, cada vez mais oferecia melhores filmes, tenha cinemas próprios para apresentar seus filmes: assim não dependeria de mais ninguém. Seguindo o plano traçado para isso é arrendado e remodelado o teatro Royal, situado na Rua Sebastião Pereira. Além do Programa Serrador, vai para o remodelado Royal, a United Artists, uma nova produtora americana que o Sr. Enrique Baez trouxe para o Brasil, credenciada com magníficos filmes. Êxito invulgar! Mais outro revolucionário em cena, o Baez, segundo os concorrentes.

A primeira base do plano do Julio estava feita. E, seguindo o que fora traçado, em 1926, Francisco Serrador e Llorente arrendaram o famoso Theatro Sant'ana, da Rua 24 de Maio. Coincidência feliz, porquanto foi no outro Teatro Sant'anna, já demolido, que a Empresa Richebourg, de Serrador, começara sua longa carreira! Com a apresentação do filme "Em Busca do Ouro", de Charlie Chaplin, o teatro abre suas portas, então transformado em cinema. O Teatro Sant'ana tornou-se o cinema da elegância paulistana. Além dos grandes filmes que oferecia, ótimas atrações internacionais eram apresentadas no palco, com grandes orquestras. Entretanto, em 1927, surgem novos cinemas, engrandecendo de forma satisfatória o Circuito Serrador. Entre estes, o cine Capitólio, à Rua São Joaquim (que foi por muito tempo notável em São Paulo), o Braz-Polytheama e o Mafalda, no Brás.

Nesse mesmo ano, as Empresas Reunidas, que tanto combateram a Empresa Serrador e a Julio Llorente, não resistindo à luta, passaram todos os seus cinemas à Metro-Goldwyn-Mayer, chefiada por Benjamin Finenberg. A nova organização comprou todos os cinemas de São Paulo, isto é, menos o reduto inexpugnável de Serrador-Julio. Esse empreendimento, que se apresentou gigantesco, foi de pouca duração, porquanto não chegou a durar mais de um ano. A Metro, que perdera muito dinheiro, retirou-se do negócio, devolvendo os cinemas aos seus donos.

Em 1928 surge mais um grande peão no tabuleiro da Empresa Serrador, o monumental Odeon (na Rua da Consolação), com duas salas de exibições - Sala Vermelha e Sala Azul - totalizando 4530 poltronas. Seus imensos salões eram usados para festas, exposições e neles, durante 27 anos consecutivos, o Julio ofereceu aos foliões carnavalescos de São Paulo os maiores bailes de que há de memória! Nos altos do próprio Odeon teve a Empresa Serrador, com Julio Llorente à frente, o seu quartel-general durante 27 anos, isto é, até 1955.

Fazendo concorrência a Julio Llorente aparecem pelos anos de 1930 a 1934 duas novas empresas exibidoras: a Empresa Cine Brasil, com Manoel Ferreira Guimarães, Ary Lima, Benjamin Finenberg (que já havia construído o Paratodos) e J. Quadros Junior, o inventor do famoso cine República, em 1921. Tratava-se, portanto, de craques do ofício que se uniam. Contava essa nova empresa com os cinemas República (já em decadência), Royal, Paratodos, Rosário, Alhambra, Olympia e São Caetano. A outra nova empresa surgiu em 1934, com José B. de Andrade, notável homem de negócios, e Benjamin Finenberg, que se havia desligado da Empresa Cine Brasil, contando com excelentes cinemas para a época: Broadway, Paulista (o anterior ao mais recente), Babylônia e Lux e, em projeto, o Bandeirantes (inaugurado em 1939).

Estamos em 1935. O resultado da concorrência entre as três empresas surgiu afinal: o encarecimento dos filmes. a lei da oferta e da procura preponderou e disso quem tirava partido eram os distribuidores de filmes, cujas produções eram vendidas a quem melhor lance fizesse. Isso não era interessante para os três circuitos, sentindo-o menos o Serrador-Julio, que tinha filmes próprios. Resultado: na defesa de seus próprios interesses, os diretores dos três grupos reuniram-se para discutir o assunto, ponderando, sobretudo, quanto aos prejuízos que sofriam com a concorrência. Cartas na mesa! Julio Llorente, o bilheteiro do Bijou Theatre ganha a parada. Fica com todos os cinemas. E então explodiram os comentários: "Agora sim, eles se afundam!". Mas o Julinho tinha um anjo forte e nada aconteceu, a despeito dos prognósticos. Assim, ao final de 1935, Julio Llorente, praticamente senhor da praça, tinha às suas mãos os principais cinemas do centro e dos bairros, e por isso, não só o público paulistano, mas os próprios distribuidores de filmes nada tiveram a lamentar.

A luta, porém, não terminara e nem terminaria: surge em 1936 um novo concorrente, um novo cinema, um dos melhores de São Paulo, o Ufa Palacio (depois, Art Palácio), o maior do Centro, de Ugo Sorrentino, distribuidor de filmes da Ufa de Berlim. Mas, esta sala, como as outras, também passou a fazer parte do Circuito Serrador, e foi Julio Llorente quem a inaugurou.

Como dissemos acima, a luta não terminara e nem terminaria, Benjamin Fininberg, o grande plantador de cinemas em São Paulo, em sua última arrancada no ofício, surge novamente com ideias grandiosas: planeja a construção de quatro grandes cinemas, o Ipiranga, o Cruzeiro, o Brasil e o Piratininga. Isto ocorreu em 1942, quando o saudoso Francisco Serrador, a maior figura como jamais existiu na história do cinema no Brasil, já havia falecido. José Burlamaqui de Andrade, que já fora sócio de Finenberg no Broadway e outros cinemas, passa a fazer parte da nova organização. Nisto a vitória de Julio Llorente foi atômica. Venceu de entrada porque quando das inaugurações dos cinemas... eles já faziam parte do seu circuito! (Julio tinha o competente João Zeron como gerente-geral de seus cinemas).

Outro episódio: quando o cine Marrocos foi construído em 1951, seus proprietários preferiram outros locatários a Julio Llorente. Talvez não acreditassem nesse velho "fiteiro" (sem trocadilho). Como em 1951 não o deixaram entrar pela sala de visitas, no ano de 1955 ele entrou no Marrocos pela cozinha, e nele ficou cinco anos, o suficiente, incontestavelmente, para uma desforrazinha. A luta continuaria, e disso, apesar dos anos, Julio Llorente gostava.

Surge, então, o moço Paulo Sá Pinto, que veio de Porto Alegre e criou asas em São Paulo, graças ao seu grande amigo Racine Guimarães. Com Paulo Sá Pinto entram Lucidio Ceravolo, Oscar Herminio Ferreira, organizando um novo circuito com os cines Ritz (São João) (mais tarde Rivoli), Ritz (Consolação), Marabá, Olido e outras casas. Mas Julio Llorente não se intimida: em 1957, oferece à população, os cines Paissandú, Boulevard e, em 1960, uma nova e ótima sala exibidora no Centro - o cine Rio Branco - oferecendo com ela ao público paulistano, a última inovação do cinema: filmes de 70 milímetros. Após tudo isso, pequenos núcleos isolados de cinemas apareceram em São Paulo. Como "São Paulo não pode parar" outras organizações surgiram, porém, sem intranquilizar Julio Llorente, porque o homem, destituído de vaidades pessoais, lutou sempre e destemerosamente.

Havia outro lado precioso e terno da vida de Julio Llorente: a família, de que ele cuidava com carinho e desvelo, tendo a seu lado sua digníssima esposa, Aida Llorente. Desse casal vieram três filhos: Julia, Jaime e Florentino. Florentino (advogado) herdando as tendências cinematográficas paternas, aos poucos, vai ocupando o lugar de Julio Llorente na organização, isto é, nos negócios de relações públicas e comerciais (ele era o secretário-geral da companhia), porquanto, o que é muito natural, o veterano cinematografista, objeto destas linhas, já era homem de gabinete, já era o homem das consultas e dos pareceres nos altos assuntos da companhia.

Em pequenos episódios ou detalhes delineamos despretensiosamente a vida cinematográfica de Julio Llorente, porquanto, para contar integralmente essa vida exemplar, seria necessária a edição de um precioso livro para o arquivo da história cinematográfica paulista e - porque não dizer? - brasileira. Deus o ajudou e abençoou o seu trabalho digno e honesto e, por isso mesmo, o premiou com o seu filho Dr. Florentino Llorente, que brilhantemente desempenhou o cargo de seu assistente e prosseguiu numa linha de empreendimentos e realizações fecundas.

Julio Llorente homenageado pela Cinemateca Brasileira em janeiro de 1966




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Conforme relato de seu neto Rodrigo Havier Llorente, Julio Llorente faleceu em novembro de 1979. Tinha deixado de trabalhar a apenas alguns meses, mas sentiu muito a perda de sua esposa Aida, anos antes. 

"Tenho muito orgulho de meu avô Julio, que num certo dia de seu aniversário, resumiu o que sentia por tudo a sua volta, parafraseando trecho da música de Violeta Parra 'gracias a la vida, que me ha dado tanto'. Ele teve tudo que quis, trabalho, uma esposa que tratou com muito amor e uma família sempre unida. Fez por merecer! Saudades". - Rodrigo Havier Llorente 
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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.