Cine Roxy completa 80 anos de tradição e empreendedorismo em Santos


Na virada dos anos 90 para os 2000, muitos cinemas de rua encerraram suas atividades, pois a concorrência com o modelo multiplex era desigual na maioria das vezes. No entanto, em Santos, o Cine Roxy não apenas se manteve firme e forte, como se transformou em exemplo de empresa estreitamente ligada às sua terra natal, mas com visão empreendedora global. Não à toa, chegou aos 80 anos, como a principal marca cinematográfica da Baixada Santista e uma série de novidades, especialmente no que se refere à digitalização das salas. Não se trata apenas de um cinema que objetiva o foco comercial. É um cinema com vocação para propagar e incentivar a sétima arte.

Primeiro cine Roxy, no bairro Gonzaga. Um novo prédio foi construído no local e abriga, até hoje, o Roxy 5

















Evolução e nova tecnologia

“Evolução” é a palavra que está à frente das ações do Roxy em 2014. Em oito décadas, o Roxy é caso raro de cinema que acompanhou a transformação da maneira de se exibir um filme: dos primeiros e grandes rolos de película ao sistema digital. Este ano, o Roxy estabelece uma nova parceria, inédita no litoral paulista e concretizada após grande investimento, que apresentará ao público melhores condições de ver e ouvir os filmes: até o meio do ano, todas as salas das quatro unidades do Roxy passarão a contar com um sistema completo de projeção digital totalmente integrado e fornecido pela empresa japonesa NEC, que envolve projetores de 2K e 4K, servidores de conteúdo, sistemas 3D, automação, telas aluminizadas e outros sistemas de última geração. 

Além disso, as salas de projeção do Roxy contarão com o sistema Volfoni Smart Crystal e Volfoni Diamond, a mais recente inovação em tecnologia 3D passiva, que está sendo lançada este ano nos EUA. “Estamos trazendo a melhor e mais atual tecnologia do ramo, com pouco tempo de diferença à sua chegada aos cinemas norte-americanos”, afirma o empresário Toninho Campos

Já os servidores digitais do Roxy serão da GDC Technology Limited, líder mundial no desenvolvimento de equipamentos do gênero.














Panorama

Santos é, atualmente, uma das cidades que leva, proporcionalmente, mais pessoas ao cinema por ano, no Brasil. São 1,5 milhão de espectadores nesse período. Quase quatro idas ao cinema por pessoa. Desse público, que atinge todas as idades e classes sociais, 50% vão às salas do Roxy.

Em São Vicente, não é diferente. Criado há sete anos, o Roxy Brisamar transformou o município em um dos que atrai mais pessoas às salas de projeção, anualmente. São 600 mil espectadores por ano.

Depois, em 2012, foi a vez do Roxy 3 – Parque Anilinas surgir para saciar a vontade da população de Cubatão, que não tinha um cinema na cidade há quase vinte anos. A nova unidade foi somada às demais, entre elas a do Pátio Iporanga, de foco mais artístico e inaugurada no fim de 2009.

Essa rica trajetória se deve à perseverança e o senso empreendedor da família Campos: de pai para filho, chegou ao atual diretor do Roxy, Antônio Campos Neto, o Toninho Campos. Nos anos 80, o empresário dirigiu a clássica casa noturna Heavy Metal, que faria 30 anos em 2013. Foi responsável também pelos primeiros e mais importantes shows do rock nacional na região, inclusive o último da banda Barão Vermelho com o vocalista Cazuza, ocorrido em Santos. 

Toninho transformou o antigo Roxy num espaço com cinco salas detentoras da melhor tecnologia cinematográfica. A modernização, aliada à tradição, transformou o Roxy no principal cinema do litoral paulista, fato que rendeu a Toninho o Prêmio ED 2013 na categoria Exibição - Destaque Profissional de Programação, considerado o principal do país nos segmentos de exibição e distribuição. E o convite para ser diretor cultural do Santos & Região - Convention Visitors Bureau.













Empreendedorismo

O Roxy acompanha os principais lançamentos, desde os blockbusters até filmes premiados e independentes, bem como espetáculos musicais e competições esportivas. Colabora no fomento cultural e artístico, através de parcerias com festivais, projetos, produtores culturais, cineastas e artistas. Por isso, costuma ser a escolha das distribuidoras e produtoras para as avant-premières em Santos, cujos resultados superam ou igualam aquelas feitas em capitais. E não deixa de incentivar a produção local, cedendo espaço para estreias de trabalhos realizados na Baixada.

A cada estreia, o Roxy coloca em prática um forte trabalho de divulgação na mídia regional, mediante ações de marketing e assessoria de imprensa, para disseminar informações dos filmes que serão lançados. Após o debute do longa, segue-se um trabalho que visa mantê-lo na lembrança do público. Desde 2012, recebe a tradicional Palestra do Oscar com Waldemar Lopes, que chega à vigésima edição este ano, e exibe ao vivo a principal premiação do cinema, em noites beneficentes.

Calçada da Fama

Valoriza profissionais que levam o nome da região a todo o país na Calçada da Fama, onde estão imortalizados o jogador Neymar, o cantor Chorão, o crítico Rubens Ewald Filho, os atores Nuno Leal Maia, Sérgio Mamberti, o produtor Toninho Dantas, entre outros.

Unidades

Possui 17 salas bem equipadas, confortáveis, seguras, divididas em quatro conjuntos multiplex, respectivamente no espaço que o mantém como um dos únicos cinemas de rua do país, dois dos principais shoppings do litoral paulista e um parque. São elas, o Gonzaga com cinco salas; o Iporanga com quatro; o Brisamar com seis; e o Parque Anilinas com duas (mais um cine-teatro).

Roxy 5

Os jovens formam o principal público do Roxy 5, no tradicional bairro Gonzaga, onde há comércio efervescente, mas também é propício à moradia e bastante movimentado culturalmente.

Logo na entrada, o público se depara com um charmoso café. Dentro, há dois quiosques com pipoca, refrigerantes e as demais guloseimas perfeitas para a sessão.

No Roxy 5, acontecem as exibições em HD de óperas, balés, jogos de futebol, avant-premières e outros projetos que têm feito do Roxy, o cinema que mais incentiva o audiovisual em suas diferentes vertentes na região.

Iporanga 4

Localizadas no último shopping construído em Santos, o Pátio Iporanga, as salas, igualmente confortáveis e bem equipadas, que formam o complexo Iporanga 4, são as preferidas do público adulto da região: a programação inclui grandes produções, sim, mas especialmente é voltada aos longas de caráter artístico, premiados, favoritos em festivais, oriundos de países fora do eixo Estados Unidos-Inglaterra.

Nas salas 1 e 2 acontecem, com frequência, pré-estreias para a imprensa e formadores de opinião. É o Roxy acreditando no potencial desses filmes e formando público na Baixada.

Brisamar 6

As seis salas, com estrutura e conforto igualmente reconhecidos, ficam no maior shopping de São Vicente, no centro do município. No Brisamar, grande parte dos frequentadores é formada por jovens.

Parque Anilinas 3

As mais recentes salas do Roxy estão no maior complexo de entretenimento de Cubatão: o Parque Anilinas. 

Assim, o Roxy passou, além de marcar presença em shoppings e contar com um cinema de rua, a receber seu público também em um parque.


Texto enviado por André Azenha, da Assessoria de Imprensa do Cine Roxy.
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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.